Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Isto não está muito católico...

Os portugueses aguardam a vinda do Messias?…

(imagem retirada da internet para fim ilustrativo)

 

Depois de anos a aguardar o regresso do D.Sebastião, continuamos nós à espera de um Messias que nos salve, de preferência sem mexer no status quo instituído, sem retirar direitos e regalias, ao invés, aumentando todas as benesses. Somos um país de crentes mas, de baixo raciocínio, que acreditamos em qualquer promessa. O facto é evidente quando olhamos para quem nos tem governado ao longo de mais de três décadas, distribuindo o poder ora por um, ora por outro, alternadamente, incapazes que somos de fazer um acto de "bom senso" à boca das urnas. As alternativas não são muitas mas, quem manda, sabe da psicologia de massas e de como funciona a mentalidade portuguesa. Depois, basta prometer...

Há muito que classifico este país como um enorme barril de pólvora, sempre a encher, cada dia mais, sem possibilidade de extravazar as energias contidas. É uma bomba ao retardador, com rastilho curto mas que até ao momento teve a sorte de não haver um néscio suficientemente incontido para acender o rastilho. Vale-nos o futebol e outros encontros sociais onde o reprimido holiganismo, extravasado naqueles locais pode, até certo ponto, servir como escape temporário. Até quando se aguenta este estado de coisas que o Estado faz e nos deixa em mau Estado? Até quando a paciência resiste?

Mas, pouco se fala dos potenciais riscos sociais, das potencialidades de devastação que uma alteração da ordem social poderá acarretar. E, este rastilho é muito curto. Porque, quem nada tiver a perder, não tem receio de ninguémnem de nada. Vale-nos a crença que nada disto irá acontecer porque, em breve, haverá um Messias que nos salva. Haverá?...

Eis que, não sendo comentador, crítico, blasfemo ou outra coisa que me obrigue a pensar em tudo o que digo, fico com a ideia que até não estou tão longe das verdades quando vejo alguns artigos em que, em si, nalgumas frases perdidas, encontro alguns dos temores que fazem parte do meu imaginário.

 

“….Fomos, como sempre, perfeitos. A nossa vocação é, aliás, servir quem manda

O Governo está em decomposição com os mais capazes a tentar forçar a fuga…

… Quem se apronta a servir este governo? Somente a clientela partidária provinda do nada ou do muito pouco, ávida de deglutir o pouco que resta do aparelho de Estado, agarrada como lapas à rocha do poder, mesmo quando esta se desfaz…

… A revolta não é contra as medidas de contingência. A revolta é contra esta verdadeira insanidade colectiva que parece ter atingido a condução dos destinos do País…

… O pior vai ser quando se transformar em inorgânica, espontânea e incontrolada. Ou quando consentir um discurso messiânico de um qualquer demagogo de algibeira. E tantos há por aí…

  

Mas, o ideal mesmo, será ler o artigo de opinião, na sua versão original. Link para o artigo na imagem acima.

sinto-me: frustrado

publicado por Francisco às 14:25
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